MEIA-FINAL DO ALENTEJO
O Troia Golf exige o melhor jogo de qualquer golfista para se alcançar um bom resultado. Foi isso que conseguiram Mercedes-Benz C. Santos VP e Carmim, as duas apuradas para a Final Nacional Açores, numa meia-final com 30 equipas e 120 jogadores.

Um dos dias mais participados de sempre na história do Expresso BPI
Por Rodrigo Cordoeiro

A história repete-se, nem que seja 20 anos depois. Na primeira edição do Expresso BPI Golf Cup, em 1998, Augusto Silva e Gennaro Pugliese fizeram parte da equipa da Invescon que venceu uma das jornadas das meias-finais de Lisboa e assim integrando o primeiro lote de finalistas da competição, numa Final Nacional que decorreu no Belas Clube de Campo. No último fim-de-semana, celebraram duas décadas de parceria com o triunfo nas meias finais do Alentejo, no Tróia Golf, em representação da Mercedes-Benz/C. Santos VP Margem Sul — e estão novamente na Final Nacional, desta vez nos Açores.
As Qualificações Regionais haviam registado, pelo segundo ano seguido, um novo recorde de equipas em Tróia — 55 equipas (220 jogadores), mais quatro que o anterior máximo, em 2017 —, pelo que foram 30 as que a 6 de Outubro competiram na segunda fase regional, contando também com as duas Lucky Losers.

Silva e Pugliese foram aliás ,o melhor par do dia, com 46 pontos, a que se juntaram os 41 de Carlos Guerreiro/João Pedro Trindade, para um total de 87 e a vitória com a vantagem mínima sobre a Carmim (Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz), que conquistou assim a segunda e última vaga para a penúltima fase do maior evento do golfe português, a anteceder a Finalíssima no Vidago Palace, esta reservadas às quatro primeiras da Final Nacional Açores.

“Deu-nos muito gozo, porque nem um nem outro estávamos bem e conseguimos jogar com muita cabeça, com muito cuidado”, conta Augusto Silva. “Tivemos sorte num ou noutro ponto, mas acima de tudo foi a gestão que fizemos do nosso jogo e do percurso que deu a vitória, porque acertámos poucos greens in regulation. O Gennaro, que bate longo, não estava a conseguir meter os drives, e eu não conseguia fazer o shot ao green, mas, de alguma maneira, fomos safando as coisas com up & downs.” A Carmim conquistou o passaporte para Ponta Delgada com duas alterações em relação às Qualificações — saíram André Roquette e Nuno Noronha Lopes, entraram o João Escudeiro e João Fernandes, mantendo-se o capitão Manuel Letras da Luz e Manuel di Pietro. E se na segunda das duas jornadas prévias de Qualificações haviam alcançado o sexto lugar com 80 pontos, desta vez marcaram 86 para o segundo posto, com dois pontos de vantagem sobre a Arquitectos/Visioarq, vinda de Coimbra, e que teve em Vicente Gouveia/João Quatorze o segundo melhor par net do dia, com 45.

Coube aManuel Letras da Luz eJoão Escudeiro o. terceiro melhor resultado do último sábado, com 44, sendo que Fernandes/Di Pietro assinaram 42. “Foi um daqueles dias em que a bola ficava onde a imaginávamos”, diz o capitão da Carmim, aprofundando: “Logo no nosso primeiro buraco, o 16, fizemos um chip-in para birdie, e depois tivemos uma boa sequência de pares, mas acabámos os primeiros nove buracos com cinco acima do par. A nossa segunda volta, porém, foí fantástica, fizemos duas abaixo com três birdies e um bogey.”

Sobre a empresa, de que é associado, Manuel Letra da Luz diz que a Carmim é “uma organização eficaz, notável e próspera, o melhor exemplo de associativismo: congrega um grupo grande de produtores de uva e soma no total mais de três mil hectares de vinhas associados, produzindo entre 16 e 20 milhões de quilos de uvas, o que significa sempre acima de 15 milhões de garrafas para o mercado por ano, estando presente em praticamente 40 países, com presença muito forte nas comunidades de emigrantes e não só. Enfim, há muito que é uma PME de excelência:’

As equipas que haviam triunfado em cada uma das duas sessões de Qualificações Regionais foram uma sombra das próprias nas meias-finais. O Clube de Golfe de Tróia, vencedor da primeira com 86, terminou ao 12.0lugar, com 77. E a Eletromac, vencedora da segunda com 85, não foi além da laa posição, com a mesma pontuação do clube anfitrião. É assim, não há dois iguais no golfe, muito menos ao mais alto nivel. Outra equipa de quem se esperava muito era a do Orizonte Golfe, mas esta apresentou-se nas “meias” desfacalda da totalidade do luxuoso quarteto original – José Maria Cazal-Ribeiro (actual bicampeão nacional midamateur, acima dos 30 anos), Salvador Costa Macedo (campeão nacional no mesmo escalãO em 2013 e 2015), Luis Costa Macedo (vice-campeão nacional no mesmo escalão 2017 e 2018) e Frederico Champalimaud.

Para os seus lugares entraram, João Cazal-Ribeiro, Mário Costa Macedo, João Inocentes e Pedro Nunes Pedro, todos do Lisbon Sports Club, que não foram além do 27.0 posto. Neste aspecto, a- equipa mais consistente nas duas fases regionais foi mesmo a da Mercedes-Benz C. Santos VP, que havia sido segunda na primeira fase regional, então com 84 pontos. É a segunda equipa da Mercedes Benz entre as 20 empresas finalistas nos Açores, juntando-se à da Mercauto Louros, apurada em Lisboa com Pedro e Diogo Amaral, João Ivo de Carvalho e Hugo Costeira. Urna referência final a António Cèncio, que também esteve na equipa da Invescon que foi à final em 199S, mas que este ano competiu pela Navigator/MaxOne 2, que terminou em 7a.

Expresso – Golfe | 13-10-2018
Consulte o artigo completo aqui.

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