CONSTRUIR DE NOVO OU REABILITAR? EIS A QUESTÃO!

Depois de uma longa travessia no deserto, ao longo da última década a reabilitação finalmente despontou em Portugal e, no auge da crise, foi o grande motor de força do imobiliário português. Mas, e agora que o setor vive um dos seus melhores momentos de sempre e a necessidade de nova oferta é veemente, em que campo estão as melhores oportunidades?

Uma questão central na agenda da promoção imobiliária, e sobre a qual quisemos saber o que pensam os associados da APPII:

Gilberto Jordan
ANDRÉ JORDAN GROUP – CEO

A Reabilitação Urbana é, sem dúvida, uma ótima oportunidade para o rejuvenescimento das cidades e em especial dos centros – em geral históricos e com caraterísticas de particular interesse. Na ausência de uma inteligente estrutura económica, turística, residencial e fiscal e por outro lado na errónea defesa de valores de cariz eleitoralista e por definição de curto prazo, o resultado frequentemente é a degradação e o desinteresse por aquele parque edificado por parte de um amplo leque de potenciais interessados. O exemplo de Lisboa no último meio século (ou mesmo mais), é uma prova de inegável clareza.

A reabilitação urbana – prefiro o termo inglês urban regeneration – permite manter ou inovar a identidade das cidades atualizando os imóveis às exigências do cliente de hoje, seja empresarial, particular ou turístico. No entanto é importante não confundir uma reabilitação profunda com uma mera remodelação, mesmo sendo feita com elevada qualidade estética. Na reabilitação – a sério – a complexidade e estrutura de custos é deveras exigente e não se compara com o que se fazia no passado debaixo do mesmo nome. O produto hoje oferecido ao comprador, investidor ou residente é de uma qualidade de superior nível. De facto incomparável com o que existia. Só é criticável o relaxamento das exigências para certas caraterísticas técnicas como a certificação energética, elétrica, mecânica e capacidade de resistência antissísmica.

A construção nova – com qualidade – sempre teve um particular interesse, porque além de primar pela inovação, pelo design, pela criatividade arquitetónica e dinamizar novas soluções habitacionais, empresariais, comerciais ou mesmo logísticas e industriais, é também altamente desejado pela forte exigência de qualidade a todos os níveis. É o caso do Lisbon Green Valley, um case-study de inovação em construção sustentável, certificado e considerado pelo Sistema LiderA como tendo as casas mais sustentáveis de Portugal, com inúmeras distinções e muito próximo do NZEB (Nearly Zero Energy Buildings) – uma exigência inerente à construção nova a partir de 2021 – e cujos produtos amplamente certificados e premiados são um fator diferenciador valorizado por um cliente cada vez mais exigente. Todos ganhariam se a regulamentação e fiscalização das promoções de reabilitação urbana fossem igualmente tão exigentes.

Podemos constatar que existem oportunidades em ambas as áreas. Se por um lado nos centros históricos é onde se está a praticar o valor €/m² mais elevado, trata-se de um produto limitado onde os custos de construção são mais elevados. Já a construção nova pode incluir diferentes tipos de produtos, para vários segmentos de mercado em múltiplas localizações, oferecendo um maior leque de oportunidades ao investidor. Em qualquer dos casos a especialização, experiência e reputação dos envolvidos em toda a cadeia de valor é o aspeto fundamental.

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