A democracia é vítima do sucesso do capitalismo. É um ícone do turismo português, emprestando-lhe uma identidade conferida pelos projectos com a sua assinatura. Viveu em 10 países, mas é em Portugal que quer ser enterrado e já escolheu o cemitério. Aos 85 anos, fala sobre a morte com uma naturalidade desarmaste, Dos portugueses diz que são um povo honesto, bom, amigo, solidário, e as elites gente de qualidade. Preocupa-o que a estrutura capitalista tenha recrutado os melhores e deixado para a política os menos dotados e os oportunistas. “É por isso que as pessoas estão decepcionadas.” Bolsonaro é um produto dessa decepção, mas já disse aos amigos brasileiros que corta relações com quem nele votar.