Belas Talks energia

E se pudesse acumular a energia que não gasta em sua casa durante o dia e até partilhá-la com um vizinho, diminuindo assim a sua fatura energética e pegada ecológica? Este é o desafio que o Belas Clube de Campo acaba de lançar aos seus atuais e potenciais residentes, com a criação do Programa ‘Belas Energias’, concebido em parceria com a empresa Homing. O resort residencial que é já reconhecido por ter a sustentabilidade no seu ADN, quer agora criar a primeira comunidade de energia em Portugal, permitindo a partilha de energia verde entre vizinhos.

 

Para o efeito organizou, no âmbito das Belas Talks, um encontro-debate com a participação de dois do mais conceituados especialistas na área, Carlos Pimenta e Jorge Vasconcelos, durante o qual desafiou a plateia a conhecer melhor a realidade energética das suas habitações e a forma mais eficaz de otimização, deixando de ser consumidores passivos e passando a ser, também, produtores e atores ativos da transição energética em curso.

Esta sessão teve ainda o objetivo de sensibilizar a comunidade para a problemática das alterações climáticas e a urgência de todos estarmos envolvidos no processo de eliminar progressivamente o uso de combustíveis fósseis, substituindo-os por outros de origem renovável, fomentando a poupança de energia e aumentando a eficiência energética.

Há dois territórios sobre os quais todos podemos atuar: mobilidade e habitação”, afirma Carlos Pimenta, acrescentando ainda que “ao nível da habitação, o caminho, nos casos da construção nova, passa pelo eficaz isolamento e a integração com a arquitetura para que estes possam gerir melhor a energia proveniente da radiação solar”.

Numa altura em que as diretivas europeias na área da energia obrigam à construção de edifícios NZEB (Nearly Zero Energy Buildings), Gilberto Jordan, CEO do André Jordan Group, sublinha o importante papel do setor residencial na promoção de uma complementaridade entre produtores e consumidores: “As casas produzem eletricidade e aquilo que não armazenarem poderão canalizar para quem precisa” sublinhando ainda “mais do que resilientes as habitações têm que ser à prova de alterações climáticas, à prova de chuvas torrenciais, mas também de calor. Para isso têm que estar muito bem isoladas, tanto de inverno como de verão, ter produção autónoma de energia e capacidade de armazenamento”.

Gilberto Jordan lembra ainda que o grupo sempre foi criador das casas e das urbanizações mais sustentáveis do país e que mesmo a nível europeu sempre esteve à frente nas certificações ambientais. “O Belas Clube de Campo tem as caraterísticas necessárias para implementar este modelo de forma pioneira em Portugal”, sublinha o responsável.

A marcar o arranque do “Belas Energias” foram sorteadas quatro monitorizações gratuitas a moradias a realizar pela empresa Homing, uma empresa do Grupo Casais, facultando aos proprietários um estudo energético sobre os consumos nas suas habitações e um conjunto de conselhos para melhorar o desempenho energético do edificado.

 

Cuidar da nossa grande ‘Casa’: um desafio comum a cidadãos, empresas, indústrias e governos

No último século, e sobretudo nos últimos 50 anos, o nosso planeta tem assistido a alterações climáticas extremas com consequências profundas no ambiente, na economia e na sociedade. São vários os fatores que têm contribuído para estas variações atmosféricas, mas, como salienta Carlos Pimenta, “a ação humana tem sido determinante no aumento da temperatura global do planeta por meio dos gases que produz, nomeadamente dióxido de carbono”. Estudos provam que, nos últimos 250 anos, a temperatura global terrestre aumentou em 1,5 graus Celsius, fenómeno conhecido como aquecimento global.

Estima-se que, se a emissão de gases do efeito de estufa, proveniente da utilização de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás) continuar ao ritmo a que assistimos atualmente, a temperatura da superfície terrestre pode exceder valores históricos compatíveis com a atual fauna e flora, com consequências irreversíveis nos ecossistemas, na biodiversidade e em variadíssimos aspetos da vida da população humana.

As consequências são nefastas a vários níveis, podendo dar-se como exemplo a acidificação da água dos nossos oceanos, comprometendo toda a vida aquática, ou o desaparecimento do gelo das calotas polares, provocando o aumento do nível do mar.

No sentido de combater este risco, com o Acordo de Paris a comunidade internacional uniu-se para tentar manter o aumento da temperatura com valores abaixo dos 2 graus Celsius, sendo que o compromisso último é eliminar as emissões totais de dióxido de carbono entre 2050 e 2100.

Para que tal aconteça, cidadãos comuns, empresas, indústrias e governos têm de trabalhar em conjunto, para eliminar progressivamente o uso massivo dos combustíveis fósseis, substituindo-os por outros de origem renovável, fomentando a poupança de energia e aumentando a eficiência energética.