Gilberto Jordan em Entrevista ao DN

Almoço com Gilberto Jordan, CEO do Grupo André Jordan

Num dia do final de março de 1975, André Jordan, cujas empresas haviam sido intervencionadas na sequência do 25 de Abril, avisou o filho de que iriam fugir de Portugal para Nova Iorque no sábado seguinte e que Gilberto não podia dizer nada a ninguém. “Eu tinha 13 anos e tive de deixar as minhas coleções todas para trás… foi duro.” Com toda a boa disposição e paciência, o CEO do Belas Clube de Campo vai-me contando a sua história à mesa do Clubhouse, onde já me esperava há um bom bocado, depois de prometer mostrar-me como de facto estamos a dez minutos de Lisboa – desde que não se ande, como eu andara, em círculos e voltaretas pelas terras à volta.

Hoje com 56 anos, Gilberto Jordan está em Portugal para ficar, mas já viveu em seis países, incluindo o Liechtenstein, para onde se mudou aos 6 anos, na casa dos avós quando os pais (o pai do turismo português, André Jordan, e a princesa Mónica do Liechtenstein) se divorciaram. Nessa altura, já ele e o irmão Constantino (os mais velhos de quatro, de três casamentos do pai) passavam sempre férias no Algarve, onde André Jordan estava a desenvolver o projeto da Quinta do Lago, mas é em 1974 que Gilberto acaba por decidir vir viver com o pai. “Nessa altura, ele estava casado com uma americana (a mãe da Sara), por isso quando houve a revolução fomos para Nova Iorque. Mas não ficámos lá, voltámos para o Brasil. E eu, que nasci no Rio mas saí de lá com 3 meses, aterrei ali no verão de 1975 a falar mal português, a ter de me afirmar… foi um curso de naturalização muito intenso, mas lá se fez.”

Ainda que se diga “algarvio, de Almancil” – onde voltou a viver quando a Quinta do Lago foi devolvida à família, no início da década de 1980 -, meia dúzia de anos no país irmão foi tempo suficiente para lhe colar à voz um sotaque açucarado que permanece até hoje. E é num tom sereno que vai explicando a nova expansão do “ainda jovem” Belas Clube de Campo, anunciada antes deste verão, revelando com o gesto a paisagem a fazer jus ao nome Lisbon Green Valley, um investimento de cem milhões de euros que inclui moradias, escola, unidade de saúde e centro hípico. “Isto está a um terço do que vai ser, mantendo a oferta imobiliária diversificada e a mais baixa densidade em Portugal.”

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